As implicações do avanço dos governos de direita na América do Sul no processo de integração na região.

O presente estudo tem como objetivo analisar as implicações dos governos de direita na América do Sul com relação ao processo de integração econômica entre os países da região. As primeiras iniciativas pela busca da integração entre os países da América Latina partiu de Simon Bolívar no século XIX, no entanto não deram certo. O retorno se deu com a Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL) que propunha o aprofundamento da cooperação econômica entre os países da américa latina como uma das formas para que estes saíssem da situação de subdesenvolvimento. Duas iniciativas foram postas em prática na América do Sul: a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), em 1960, entre Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai, Peru e Uruguai; e o Pacto-Andino, em 1969, fundada por Chile, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. No entanto, a ALALC não teve sucesso nesse período, sendo retomado nos anos 1980, com a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). Fatores como o fim da guerra fria, o avanço da globalização econômica e o fim das ditaduras militares na região, contribuíram para o surgimento do Mercosul, em 1991. Desde então, a integração econômica foi se aprofundando, mesmo com certas crises e dificuldades. No entanto, com o avanço dos governos de direita na América do Sul, como no Brasil, Argentina, Paraguai, Peru, Chile e Colômbia, a integração na América do Sul tem passado por grandes retrocessos. Os governos de direita na América do Sul têm se posicionado que a integração se baseou em fatores ideológicos e que não tem sido vantajoso para os mesmos. O presente artigo tem como hipótese que a integração econômica na América do Sul foi voltada na busca pelo pragmatismo nacional destes países direcionado na melhora do desenvolvimento econômico a fim de reduzir os impactos das pressões internacionais dos países desenvolvidos. O artigo se baseará em material bibliográfico sobre o tema como estudos científico, dados governamentais e discursos oficiais dos governos da América do Sul.

Janiffer Gusso Zarpelon /UNICURITIBA